Há algumas semanas a Netflix disponibilizou em seu catálogo mais uma série original, a Sex Education. O nome parece meio perturbador, bem parecendo ser meio American Pie, e outro besteirol adolescente, mas não. Por isso, no post de hoje vou comentar de como essa série é boa – e muito necessária.
Sinopse: Otis (Asa Butterfield) é um adolescente socialmente inapto que vive com sua mãe, uma terapista sexual. Apesar de não ter perdido a virgindade ainda, ele é uma espécie de especialista em sexo. Junto com Maeve, uma colega de classe rebelde, ele resolve montar sua própria clínica de saúde sexual para ajudar outros estudantes da escola.
A série se passa na Inglaterra, e traz como pano de fundo a ~ temida vida no ensino médio ~, e todos os tormentos que acompanham. A série aborda temas da sexualidade de forma muito leve e com muito bom humor, mas sempre deixando claro a mensagem a ser passada. Nesse contexto, resolvi resumir aqui (sem spoilers), algumas das coisas que podemos aprender com essa série.
Sexo, óbvio
Além de temas como ejaculação precoce e virgindade, assuntos mais sérios e super atuais como os “nudes” é tratado na série, mostrando a sua real importância, sem deboche. Também é retratado, sem julgamentos, o aborto, apresentado como uma simples forma de escolha que deve ser respeitada.

Amizade
Não poderia deixar de falar sobre a brilhante atuação de Ncuti Gatwa, o Eric, melhor amigo de Otis, que é gay, se identifica como drag queen, e tem uma das amizades mais legais de toda a série. É legal dizer que em nenhum momento a sexualidade de Eric foi pauta entre a amizade dos dois, mais um ponto para a série 😀
Aquela típica amizade por interesse também é apresentada na série, como todo estereótipo de filme adolescente, e a forma como a personagem em questão se liberta disso é bem legal 😀


Relacionamento com os pais
O relacionamento de Otis com sua mãe, uma terapeuta sexual, pode ser visto de “muito bom” a “ótimo”, mas no decorrer da série, podemos acompanhar a insistência da mãe e sua superproteção para com o filho, que somente o prejudica e o afasta dela. É a falta de comunicação que mais os afeta, e eles irão perceber isso.
O fato de Eric ser gay e se identificar como drag queen, não é motivo para que o seu pai o desrespeite e o insulte, pelo contrário, no decorrer da série podemos ver uma grande evolução, principalmente do Eric em se apresentar como sendo o que realmente é para a família, e tudo bem.

Essa série toda deveria ser guardada num potinho. Os personagens, as (algumas) piadas, os diálogos, O FIGURINO, a trilha sonora… Tudo muito leve e muito gostosinho de assistir.
Ao final da temporada, eu amei bastante que não foi como o que já era esperado, deixando uma surpresa bem interessante que pode ser desenrolada na segunda temporada, já confirmada pela Netflix – também, a julgar pelo sucesso, acredito que não poderia ser diferente rs. Estaremos aguardando ansiosamente.
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Bjs,
Dani